terça-feira, 11 de setembro de 2012

RELATO DA AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE SANEAMENTO 04-09-2012 – Conselho Comunitário do Rio Tavares




 A audiência pública, ainda que não de mera 'anuência' ficou restrita à 'audiência', tratou do saneamento do sul da ilha e rolou no dia 4, terça-feira à noite, no salão do Conselho Comunitário do Rio Tavares, tradicional local dessas atividades comunitárias no sul da ilha.
Salão lotado, ao contrário do rito da 1a realizada em Sto. Antônio de Lisboa, quando as 'autoridades' dos órgãos públicos ligadas ao tema dispuseram de longas falações no início, desta vez, falaram bem menos no início, e as diversas representações dos movimentos sociais e entidades se manifestaram num bloco de intervenção que durou uma hora. Este bloco foi aberto pelo MOSAL, seguido dos representantes da UFECO no COMSAB, do Núcleo Distrital do Campeche no PDP, e da AMOCAM, maior entidade comunitária do Campeche.
A tese apresentada pelo MOSAL por via de um ilustrativo PPT projetado em tela, foi corroborada com todas as letras pela representante do ND do Campeche e pelo representante da AMOCAM, ambas entidades participantes do MOSAL, assim como outras que se manifestaram em apoio na sequência das falações individuais no bloco que se seguiu.
Ficou muito claro que a tese do MOSAL - que se baseia no modelo descentralizado, EMPAREDOU a CASAN/PMF e demais parceiros nos projetos de saneamento, pois no bloco final, suas 'colocações finais' já indicavam alguma tênue abertura para negociar 'modificações' nos mesmos, tendo como maior controvérsia (alvo de um lado e proposta de outro), a construção do emissário submarino, replicado na proposta para o norte da ilha.
Assim como a 1a AP em Sto. Antônio de Lisboa, essa também evidenciou claramente que o processo e o projeto da CASAN/PMF para a ilha é 'anti-ecológico', pernicioso social e ambientalmente, e, além de tudo, possivelmente um enorme desperdiçador de dinheiro público. Aliás, pelo visto, desse tem de sobra sendo ofertado.
Noves fora, a pressão popular terá que se fazer sentir ainda muito mais contundentemente para que a CASAN/PMF e seus parceiros mudem o rumo do processo, abrindo de verdade e honestamente a discussão, com vistas a mudar o que se apresenta hoje claramente equivocado em todos os sentidos, pois, se temos total unidade política quanto a 'tratar esgotos 100%', para aí nossa unidade, já que quanto a 'como, onde e quando', temos total divergência quanto os projetos apresentados em relação a todo o município.

LEIA o BOLETIM 3 do MOSAL 


quinta-feira, 12 de julho de 2012

MOSAL INTERESTADUAL!



MOSAL realiza Oficina de Saneamento para Esgotamento Sanitário
durante XI Jornada de Agroecologia em Londrina. 


domingo, 15 de abril de 2012

Vade mecum


O STF brilha sobre tudo, mas o Agnelo não deixa por menos, pois gosta mesmo é de administrar LIXO. Como se vê, embora seja parte de uma grande maioria de executivos Brasil afora, os contratos que envolvem LIXO são um prato e tanto para colocar dinheiro em campanhas. CPI instalada, vai sobrar para todo mundo.

O que não se quer encarar é o financiamento público de campanhas eleitorais, o que sairia mais barato para o país no balanço entre Caixa 2 e gastos públicos em campanhas 


Delta indicava nomes para cargos-chave no DF
13 de abril de 2012 | 7h 04

FÁBIO FABRINI E ALANA RIZZO - Agência Estado
Depois de abastecer a campanha do governador Agnelo Queiroz (DF), como indicam os grampos da Polícia Federal, a Delta Construções atuou no governo do petista indicando ocupantes para cargos-chave, para manter sua influência na administração.
Dona de 70% da coleta de lixo em Brasília, a empresa apresentou, via emissários, lista de nomes ao secretário de Governo, Paulo Tadeu, e emplacou seus aliados no Serviço de Limpeza Urbana (SLU), órgão que tem a função de fiscalizá-la.
Paralelamente, a empreiteira acionava arapongas para levantar informações de "inimigos" na administração, com o objetivo de provocar sua demissão.
Segundo conversas interceptadas pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo, a organização do contraventor Carlinhos Cachoeira, ligada à empreiteira, tinha acesso privilegiado a documentos do governo, como as nomeações, antes que elas saíssem no Diário Oficial do DF.
O interesse da empreiteira era alocar "amigos" nos cargos de comando do SLU, especialmente as Diretorias de Limpeza das regiões administrativas. São elas as responsáveis por pagar pelos serviços de varrição e recolhimento de entulho. Até o fim de 2011, as medições eram feitas por estimativa. Com aliados nessas funções, a Delta tinha como garantir que o cálculo lhe seria favorável.
Num dos grampos, de 31 de março de 2011, o sargento Idalberto Matias, o Dadá, conversa com um funcionário da Delta sobre o envio de relação de nomeados a Paulo Tadeu, numa negociação intermediada pelo então chefe de gabinete do governador Agnelo Queiroz, Cláudio Monteiro: "O Marcelão vai levar para o Cláudio Monteiro, para resolver esse negócio aí, levar para o Paulo Tadeu, tirar esse pessoal aí e botar o pessoal que a gente pediu".

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

VEXATÓRIA SITUAÇÃO DO BRASIL

Retomada de projetos idealizados durante a ditadura militar
Exploração e destruição implacável do meio ambiente
Situação vergonhosa do tratamento de esgoto... 
CRIME AMBIENTAL

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

CONTAMINAÇÃO POR ÁCIDO ACRÍLICO GLACIAL NA LAGOA DO PERI

DENÚNCIA  GRAVÍSSIMA !!!

Oito tonéis de 200 litros, embalagens de ácido acrílico glacial, produzidos na China, comprados de um "reciclador" em Palhoça pelo concessionário dos pedalinhos da Lagoa do Peri, entraram no Parque Municipal, com a finalidade de servir de estrutura para um pier flutuante.
Ao meio dia deste domingo, o empreendedor do pedalinho começou uma "lavagem" de um dos tonéis na torneira externa do vestiário localizado a 50m da margem da lagoa ao lado de uma das inúmeras churrasqueiras ali instaladas.
Já na abertura do tonel um forte cheiro de produto químico foi sentido por parte dos frequentadores ao lado do vestiário e quando em contato com a água, o cheiro se espalhou rapidamente por uma enorme área contígua. Parte da água contaminada foi jogada dentro do tanque, cujo destino é uma fossa séptica nas proximidades, e a outra parte foi jogada na areia ao lado do tanque cobrindo uma área de aproximadamente 10 metros quadrados.
Alarmados pelo forte cheiro, alguns frequentadores mais antenados dirigiram-se ao rapaz inquirindo-o sobre o que se tratava e receberam a resposta de que "estava lavando os tonéis para usá-los como bóias na lagoa". Este, por sua vez, já começou a se sentir mal com o forte cheiro intoxicante dos gases gerados pela lavagem. Imediatamente alguns frequentadores foram em busca do fiscal da FLORAM, que encontrava-se distante do local, ocupado em barrar a entrada de bolas de crianças no parque. Percebendo a enrascada em que se metera, o empreendedor do pedalinho tentou fugir do local, mas foi detido pelos frequentadores que também chamaram a polícia, a Defesa Civil e os Bombeiros.
Para surpresa dos denunciantes houve relutância das autoridades em admitir a gravidade da situação, fato que gerou revolta por parte dos mesmos e, somente então, a polícia foi acionada e chegou ao local preocupada com o tumulto, e não com a contaminação gerada. Somente a área à volta do tanque de lavagem foi isolada pela polícia e 4 carrinhos de areia foram espalhados para minimizar o efeito dos gases, que, 5 horas após o evento, ainda empesteavam o ar do parque. 
O empreendedor foi autuado mas, pasmem, o parque NÃO FOI INTERDITADO, mesmo diante da exposição aos gases e do inevitável risco de intoxicação. Assim, desde o ocorrido até o fechamento do parque no domingo, crianças brincavam ao lado da área isolada por uma fita de plástico, expostas ao forte cheiro químico, sem que vingásse o bom senso.
DA RESPONSABILIDADE DA FLORAM
1- Como é que foi permitida, ou "passou desapercebida", a entrada de OITO TONÉIS de 200 litros cada, de embalagem altamente tóxica, conforme indicam os dizeres gravados nos mesmos, em um parque municipal, sede de fiscalização da FLORAM ???
2- Como é possível se permitir a construção de um trapiche flutuante para servir de plataforma de embarque e desembarque dos pedalinhos, quando é proibida qualquer tipo de estrutura semelhante para barcos a vela e similares em toda a orla da lagoa ???
DA RESPONSABILIDADE DA CASAN
3- Sendo a Lagoa do Peri um manancial do qual se retira água potável para abastecer 150.000 pessoas de todo sul da ilha até a Barra da Lagoa - o Sistema Costa Leste, como admitir que a CASAN esteja ausente do controle sobre os materiais que adentram ao parque, seja para uso dos frequentadores, seja para construção de estruturas ???
DA RESPONSABILIDADE DA DEFESA CIVIL
4- Como admitir o NÃO FECHAMENTO DO PARQUE depois do ocorrido, permitindo a presença de frequentadores nas proximidades do local, dentre os quais um sem número de crianças, muito mais suscetíveis à intoxicação por inalação de gases tóxicos ???
DA RESPONSABILIDADE DA EMPRESA QUE COMERCIALIZOU OS TONÉIS EM PALHOÇA(veja lei abaixo)
5- Como é possível que uma empresa comercialize tonéis que continham produtos altamente tóxicos, ao invés de os mesmos serem encaminhados de volta ao fabricante chinês, conforme atesta sua origem ???  
A legislação pertinente ao destino das embalagens de produtos tóxicos (agrotóxicos e demais componentes utilizados na indústria química) obriga o usuário a encaminhar de volta ao fabricante, que, por sua vez, tem a obrigação de recebê-las e lhes dar o destino correto. A pergunta que surge, por óbvia e lógica, é como uma empresa comercializa (esta situada em Palhoça) embalagens de produtos tóxicos cuja procedência é ilegal e sequer deveria acontecer. 
As autoridade dos órgãos ambientais e de fiscalização tem que responder por tudo isso !!! Não será o guarda do parque, por pressuposto.
Só falta alguém dizer que estamos sendo "alarmistas" ou "ecochatos".


Art. 20.  O art. 10 da Lei no 6.938, de 31 de agosto de 1981, passa a vigorar com a seguinte redação: 
Art. 10.  A construção, instalação, ampliação e funcionamento de estabelecimentos e atividades utilizadores de recursos ambientais, efetiva ou potencialmente poluidores ou capazes, sob qualquer forma, de causar degradação ambiental dependerão de prévio licenciamento ambiental. 
§ 1o  Os pedidos de licenciamento, sua renovação e a respectiva concessão serão publicados no jornal oficial, bem como em periódico regional ou local de grande circulação, ou em meio eletrônico de comunicação mantido pelo órgão ambiental competente. 


Brasília, 8 de dezembro de 2011; 190o da Independência e 123o da República. 
                                    DILMA ROUSSEFF
                                   veja link  

LEI COMPLEMENTAR Nº 140, DE 8 DE DEZEMBRO DE 2011

NA BIBLIOTECA DO MOSAL :
http://arcadenoe.ning.com/profiles/blogs/lei-complementar-n-140-de-8-de-dezembro-de-2011?xg_source=activity


Ficha de Informações de Segurança do
Produto Químico
Dow Brasil Sudeste Industrial Ltda.
Cor:  incolor  
Estado físico: líquido
Odor: Ácidos
Perigos do produto:
PERIGO!  Líquido e vapor combustíveis.  Causa queimaduras graves nos olhos. 
Causa queimaduras graves na pele.  Causa irritação nos olhos.  Nocivo se absorvido
pela pele.  Nocivo se inalado, pode causar lesões aos pulmões  Causa irritação nas
vias respiratórias superiores.  Nocivo se ingerido.  A aspiração deste produto é
perigosa. O produto pode penetrar nos pulmões e causar danos.  Perigo de explosão
do vapor.  Os vapores podem viajar uma longa distância; pode ocorrer ignição e/ou
ignição de volta.  Evacue a área.  Posicionar-se tendo o vento pelas costas quando
houver vazamento.  Mantenha distância de áreas baixas.  Temperaturas elevadas
podem causar polimerização perigosa.  Elimine as fontes de ignição.  Evite
temperaturas acima de  25°C (77°F)  Evite temperaturas abaixo  15°C (59°F)


http://www.brenntagla.com/pt/downloads/brochures/FISPQ_-_MSDS_-_HOJA_DE_SEGURIDAD/A/Acido_Acetico_Glacial.pdf

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

LIXO – Retornar à cadeia de produção ou gerar energia?

Gert Schinke – 12.01.11

O decreto regulamentador da Política Nacional de Resíduos Sólidos contempla a incineração do lixo somente após esgotadas as outras opções para sua utilização: redução, reutilização e reciclagem, os famosos 3 Rs. Eis que o forte e onipresente lobby das empreiteiras que mamam na coleta, transporte e acondicionamento do lixo, negócio este que fatura bilhões por ano no Brasil e se presta a todo tipo de patifaria administrativa nos escaninhos do Estado, mantêm-se atento a uma brecha no decreto que “a recuperação energética de resíduos sólidos” deverá ser disciplinada em ato conjunto dos Ministérios do Meio Ambiente, de Minas e Energia e das Cidades, razão no nosso mais profundo temos de que a precaução referida acima NÃO SE CONSUMARÁ, e pelo menos parte dessa generosa montanha de ricos materiais será sim utilizada para gerar energia.




É uma velha e conhecida história essa da incineração do lixo. Inicialmente, lá pelos anos 80, falavam apenas em incinerar para se livrar mesmo do lixo, sem preocupação alguma com a gravíssima poluição gerada pelos gases hiper-tóxicos, pois carregados de dioxinas de toda espécie, embora já houvesse, à época, forte pressão para que se reciclasse o mesmo. Depois de muita pressão do movimento ecológico, começaram a falar em “incineração completa”, supostamente livre da geração de dioxinas e outras salpipes cancerígenos, para, logo mais adiante, apresentarem a incineração como “solução para obtenção de mais energia”. Não parece mágica? Vem a óbvia pergunta: para que tanta energia se já ressuscitaram até mesmo o Programa Nuclear Brasileiro? Fazendo da Amazônia uma gran-plantage de usinas hidrelétricas? É um argumento, portanto, claramente falacioso e que tem como único objetivo garantir uma aplicação não ecológica do lixo bruto para evitar que o mesmo seja encaminhado para seu destino correto – o retorno à cadeia produtiva que o gerou através da produção e do consumo.




Cícero Bley Jr., grande estudioso da área, cita os problemas da incineração: custos muito altos, emissão de cancerígenos como furanos e dioxina (a não ser que a temperatura esteja acima de 900 graus - o que é difícil com a mistura de lixo úmido, que baixa a temperatura), produção de escória altamente perigosa (com metais pesados e outros tóxicos, que são carreados para os rios), geração de gases em proporção maior do que em usinas termoelétricas - entre outros problemas. Não é acaso que a resistência a esse processo cresça no mundo e já haja países que o proíbam. Sem falar em dependência tecnológica que isso gerará, vide caso das turbinas eólicas, hoje produzidas aqui sob licença de fabricantes estrangeiros.




As usinas de reciclagem do poder público no País só reciclam entre 1% e 2% do lixo domiciliar e comercial (o total é de pelo menos 230 mil toneladas diárias, segundo o IBGE 2002). A situação - como tem sido dito tantas vezes neste espaço - só não é mais dramática graças à atuação desse milhão de catadores que, sob sol e chuva, sete dias por semana, recolhem e encaminham a empresas que os reciclam mais de 30% do papel e papelão e parcelas consideráveis do plástico, do vidro, do pet, do alumínio e de outros materiais.




Mas os catadores precisam de projetos integrados em que, com financiamentos públicos, tenham equipamentos adequados de coleta seletiva (caminhões com contêineres separados para lixo úmido e seco), além de usinas de reciclagem onde possam transformar papel e papelão em telhas revestidas de betume (para substituir com vantagens as de amianto), reciclar o PVC e produzir mangueiras pretas, compostar o lixo orgânico e transformá-lo em fertilizante, moer o vidro e encaminhá-lo para recicladoras, assim como latas de alumínio. Onde isso é ou já foi feito (como em Goiânia), a redução de lixo encaminhado ao aterro chega a 80%, com enorme economia para o poder público, livrando-o da dependência de grandes empresas, cuja lógica é “deixar as coisas do jeito que estão”.




Esse processo permite também evitar o desperdício de materiais. Permitiria ainda aliviar parcialmente o drama das grandes cidades brasileiras, quase todas com seus aterros esgotados ou próximos disso e, alegadamente, sem recursos para implantar novas unidades.




Em Florianópolis, sob o comando de Dario – o predador do planejamento, já foi anunciado oficialmente que o “aterro sanitário” de Biguaçu durará mais cinco anos apenas e, a partir de então (mas muito antes desse prazo), terá que haver outra solução de encaminhamento para o lixo doméstico de Florianópolis. A questão é muito simples. Há, por parte da administração municipal, “um compromisso” com a empreiteira transportadora do lixo da capital para o aterro e por isso não há vontade alguma em agilizar um programa eficiente de reciclagem na cidade. Ela recebe por tonelada transportada, pasmem. Assim, interessa reciclar alguma coisa?




No Brasil inteiro, sob a batuta das empreiteiras ligadas à coleta de lixo e outros serviços associados, começou um “frenesi” em torno da incineração, pois, seguindo essa lógica, supostamente se resolveria a destinação de boa parte do lixo, assim como haveria contribuição de energia para a rede geral. Resultado: ao invés do lixo ser reciclado pelas mais diversas formas como as conhecemos, passíveis de enorme aprimoramento, ele é encaminhado para o lugar mais impróprio – a queima.




A partir daí, surge a pressão das empresas de incineração. E por esse caminho o Recife já parte para uma usina de incineração de 1350 toneladas diárias (no momento, com licença ambiental embargada pelo município do Cabo). Unaí (MG) tomou o mesmo caminho. Barueri já está promovendo licitação para incinerar 750 toneladas diárias. São Sebastião ameaça seguir o mesmo rumo, assim como Brasília e a Baixada Fluminense.




Vamos acompanhar de perto o que fará o lobby da energia ligado ao Ministro Lobão, que nos últimos anos colou sua figura ao incremento das faraônicas obras na Amazônia (Belo Monte, entre elas), ao renascimento da energia nuclear e, quiçá logo mais, ao “nascimento” da energia térmica gerada pelo lixo. É um “paizão”!!!

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

“PLACEBO DEMOCRÁTICO” IGUAL AO PDP

- uma análise desapaixonada da proposta do PMISB

A recente realização da bateria de Audiências Públicas para apresentação do PMISB - Plano Municipal Integrado de Saneamento Básico, atendeu a um rito que a PMF, leia-se governos Dario 1 e 2, dominam com esmero científico. Coisa nunca vista na cidade, a participação popular foi “tão expressiva” que a quantidade de autoridades e pessoal de apoio, via de regra, era maior que a do público presente. Não era por menos, pois além da péssima divulgação, a opção por esse período tumultuado do ano parece ter sido proposital. Resultado: participação popular zero.
O que se assistiu foi mais uma daqueles teatros no qual tudo está previamente programado e deve ser executado para atender a uma obrigação legal. Proposta mal feita, muito aquém do que realmente se necessita em termos de qualidade nas diretrizes e quantidade de investimentos na área, ficamos com a impressão de que lá por 2030, prazo teto para as metas, ainda estaremos longe de algo que se possa qualificar como “aceitável”.
Enquanto o mundo está às voltas com o aquecimento global, falta de água potável, contaminação de toda ordem, em especial dos aqüíferos, desaparecimento de espécies, degradação ecológica urbana e no campo, a PMF produz uma proposta que mais parece ter sido feita sob encomenda para a CASAN, contumaz inadimplente na execução do mínimo necessário e integrada ao esquema político que alimenta a fértil indústria de água potável, (des)tratamento de esgoto, e eleição de vários políticos no Estado, além de agrupar uma montanha destes em seus quadros de direção administrativa. E todo ano também distribui faustos lucros a estes.
Assim como Dario fez ao longo de seus dois governos com o PDP, procrastinando o processo para esgarçá-lo até que todos os participantes dessem de ombros (alguns literalmente morreram na praia) com vistas a produzir um projeto fajuto, fraudado na sua participação comunitária e moldado aos interesses da construção civil, setor sócio do seu grupo político regional, agora ele novamente faz com a discussão do PMISB.
Trata-se de uma dinâmica que produz um “placebo democrático” – a impressão de que você participa livremente, exercita sua cidadania, mas, ao final, tudo o que você sugeriu, é apenas letra morta, nada é levado realmente em consideração. Resultado: paulatina frustração em participar do circo, já que o ritual tem se mostrado somente para isso. Quando argumento que “audiência não é anuência”, mais uma vez estamos diante de um processo que mostra exatamente o contrário – audiências para mera anuência, pois nenhuma das questões que apresentamos foi efetivamente levada em consideração, apenas algumas de forma parcial, absolutamente aquém do que propusemos modificar para que este plano realmente sirva para um avanço razoável.
Locutor enfezado, total formalismo, regimento draconiano, pompa e prosa, situação que reproduziu eventos de posse de mandatários de órgãos estatais, cenário totalmente avesso ao padrão popular de participação na discussão, premeditada inibição do público para que esta não acontecesse. Na AP do Rio Tavares, por exemplo, na qual participei, foi somente depois que um senhor de idade arrebatou o microfone da assessora da PMF e reclamou aos berros da tragicômica situação, que a condução dos trabalhos afrouxou um pouco o regimento interno e permitiu a troca de idéias entre as pessoas da comunidade e os funcionários da PMF e seus assessores ignorando o infalível cronômetro.
Situação humilhante para a democracia e demonstra que essas fórmulas institucionais já não mais suprem as reais necessidades de participação popular. Há que se transpor os limites impostos pela democracia participativa que hoje se limita na mera exposição e audição da vontade popular, mas não a acolhe na formulação das políticas públicas que os governos executam. Nesse contexto, o espaço democrático é concedido ao povo na forma de um “placebo democrático”, que serve para mera legitimação das propostas dos executivos. A realidade pede uma “democracia conquistada”, de nova qualidade, para efetivo acolhimento da vontade popular no processo de formulação das políticas públicas, processo este que fará do povo um ator cúmplice e efetivo fiscalizador dos executivos, primeiro passo para um eficiente “controle social” sobre o Estado. Parece que disso ainda estamos muito, muito longe em nosso país. Um fato que denuncia todo esse teatrinho é que a LDO – Lei de Diretrizes Orçamentárias, recentemente entregue pelo Prefeito à Câmara Municipal, não traz um centavo de investimento em saneamento básico para 2011. Voz corrente nos bastidores da PMF e lembrado nas APs, é de que “se esqueceram” de colocar alguma verba no orçamento, embora estivessem trabalhando arduamente nos cálculos de investimentos para os próximos vinte anos. Haja explicação!!!
Defender LIXO ZERO para resíduos sólidos e MODELO DESCENTRALIZADO para tratamento de esgotos, parecem ser coisas do outro mundo aos ouvidos de alguns funcionários da PMF e assessores que montaram a proposta. São coisas impossíveis de ser implementadas, mantidas as atuais estruturas de funcionamento da máquina municipal e da empresa de saneamento estadual. Mas isso terá que ser feito dia mais, dia menos, pois a situação exigirá profunda reformulação nessa área para dar conta da execução do próprio plano se a intenção é realmente implementá-lo. A realidade requer uma gestão totalmente nova. Ao transportar lixo misturado por tonelada para Biguaçu não haverá santo que faça incrementar um esquema de coleta seletiva eficiente, pois o “bolo” diminuirá, e isso gerará conseqüências políticas indesejáveis aos atuais mandatários. Assim, letra morta para “incrementar o índice de reciclagem” que hoje não passa de 5% do total recolhido no município. É uma vergonha para nossa cidade e assim continuará se não se reformular toda a política para o setor com coragem e investindo massivamente para mudar o péssimo padrão atual de saneamento básico. Tarefa “reservada” para um outro governo.
Nas APs foi dito e reafirmado que o “aterro sanitário” de Biguaçu esgotará sua capacidade daqui a seis anos, prazo no qual terá que ser encontrada outra solução para depositar pelo menos a maior parte do lixo recolhido na cidade. Adivinho que tal como uma fênix surgida das cinzas, logo, logo, mais uma vez se aventará a fórmula mágica dos incineradores de lixo para dar conta do “abacaxi”. Até mesmo diante dessa datada situação, seria imperioso incrementar ao máximo o processo de reciclagem na cidade, coisa em que o plano é de uma timidez humilhante. Na mesma linha, a timidez dos investimentos propostos, na média de R$ 145 milhões/ano na última versão, e, pior, aplicados no longo período de vinte anos (2030), quase uma geração. Uma proposta coerente seria a de comprimir essa agenda para 10 anos, sabendo-se que jamais os governos cumprem os prazos acordados e sempre dão “um jeitinho” para alongá-los, tomando-se mais uma vez o triste exemplo do PDP, que já deveria estar aprovado há pelo menos dois anos. E continua pela metade. Com algum “jeitinho”, ficará para o próximo Prefeito. Haja coração!!!

“Fique em dia com a sua cidade”, é o que diz a propaganda de rádio do governo municipal, convidando você a pagar antecipadamente o IPTU de 2011 com um bom desconto. Na verdade, nós é que temos que propagar que o Dario fique em dia com nossa cidade, pois isso ele não está há muito tempo ao descumprir com o Estatuto da Cidade quando enveredou por uma fraude no processo do PDP, subtraindo-lhe o “P” do participativo.
Gert Schinke, dezembro de 2010

UM PLANO SOB ENCOMENDA PARA A CASAN


Vários militantes do MOSAL acompanharam a série de Audiências Públicas que a PMF promoveu ao longo do mês passado para apresentar à sociedade florianopolitana a sua proposta do Plano Municipal Integrado de Saneamento Básico – PMISB. Para quem não sabe, a elaboração de um plano desse tipo é obrigação legal, sob pena de a PMF ter bloqueados seus créditos junto ao governo federal (verbas do PAC, por exemplo, entre outras restrições).
As oito APs foram uma tremendo fracasso de público, pois muito mal convocadas nas regiões de abrangência, sendo que naquelas onde houve maior número de participantes, compareceram cerca de trinta pessoas da comunidade. A equipe organizadora da PMF, autoridades e pessoal de apoio, via de regra, somavam outro tanto de pessoas presentes. Concentramos nossa intervenção na AP realizada no Rio Tavares-Campeche, a partir da avaliação de que não faria sentido repetirmos nossos pontos de vista sobre o projeto em todas as audiências.
Um aspecto que chamou atenção foi o rígido formalismo imposto pela equipe da PMF à condução dessas APs: abertura solene com locutor especialmente contratado, regimento interno para cada uma das APs, rígido esquema para intervenção do público participante com falação limitada a dois minutos. Criou-se uma situação exótica envolta numa atmosfera pitoresca: parecia que havia mais autoridades e funcionários públicos do que cidadãos interessados nos debates.
Realizada esta bateria de APs, realizou-se mais uma AP Municipal que aconteceu no dia 13.12.10, no Auditório Antonieta de Barros, na ALESC, que contou com, pasmem, não mais que trinta pessoas também, dentre as quais vinte do staff da PMF, autoridades e pessoal de apoio. O ambiente, no enorme salão que comporta mais de mil pessoas, parecia tétrico, para não dizer tragicômico, em se tratando de tema tão importante para a cidade. Mas, a PMF “cumpriu sua obrigação legal”.
Na AP Municipal do dia 13, foi apresentado o projeto do PMISB já contendo supostamente as contribuições colhidas nas APs anteriores, mas como havíamos previsto, apenas algumas dessas contribuições foram incorporadas a nova versão.
Em linhas gerais nossa avaliação é de que a atual versão do PMISB é uma virtual “encomenda” para que a CASAN possa cumpri-lo, imaginando que a empresa concessionária irá realmente cumpri-lo nos prazos e nas condições estipuladas.
Nas diretrizes relativas ao esgotamento sanitário, em nenhum momento fala de modelo descentralizado de tratamento que observa as micro-bacias hidrográficas. Pelo contrário, agrupa várias dessas pequenas bacias nas chamadas UTPs – Unidades Territoriais de Planejamento, oito áreas traçadas no município que agrupam alguns bairros limítrofes entre si, para efeito de planejamento urbano, critério que foi utilizado no projeto apresentado no ano passado pela CEPA na elaboração do NÃO participativo Plano Diretor, que ora se encontra na gaveta e enrolado com a Justiça.
Essa questão do modelo descentralizado poderia perfeitamente estar contemplada na diretriz que propõe a “ampliação progressiva da infra-estrutura de coleta e tratamento”. Ora, ainda há poucos dias a CASAN-PMF inaugurou uma Estação de Bombeamento na Cachoeira do Bom Jesus para transpor a bacia hidrográfica e jogar o esgoto coletado naquela região para a ETE de Ingleses. Consuma-se, assim, a não observância do princípio de bacia hidrográfica, a revelia da legislação e das deliberações tiradas no processo do PDP na forma de diretrizes para o tema. A concentração do tratamento, por sua vez, dá espaço para a brilhante “solução” dos emissários submarinos, tese combatida por nós desde seu nascedouro.
Nas diretrizes de resíduos sólidos vemos a repetição do modelo aplicado ao esgoto – centralização de ações de coleta e tratamento. As metas de reciclagem são baixíssimas e partem de uma rede sub-dimensionada de coleta seletiva em torno das chamadas CGRs – Centros de Gerenciamento de Resíduos em número de quatro apenas na cidade toda, agregada de uma rede (não definida) de “coleta de pequenos volumes”, locais onde as pessoas levariam seus resíduos separadamente para posterior encaminhamento para reciclagem.
Vale também ressaltar aqui, o comentário feito pelo representante da empresa MPA, ao referir-se ao aumento do índice de coleta de resíduos sólidos de 40%, em 18 anos, como sugerido no plano inicial, para 60% em 10 anos (?), segundo proposta das comunidades- quando ele afirmou duvidar da viabilidade dessa meta, uma vez que a coleta seletiva hoje fica em torno de 3-4%. Levando em consideração que o tempo de vida do aterro sanitário que recebe o lixo de Florianópolis é de no máximo 6 anos, o ilustre representante, ao invés de tomar a proposta das comunidades como uma obrigação a ser cumprida, ele preferiu aventar a possibilidade de “novas alternativas” ao aterro- de onde conclui-se, que desde já, devemos nos mobilizar para que esse aterro não seja substituído pelos obsoletos e antiecológicos incineradores.
Mais uma vez, a proposta ignora deliberações emanadas no processo do PDP. No Pântano do Sul, por exemplo, foi definida e aprovada em Audiência Pública do PDP na qual compareceram 135 pessoas, a destinação de uma área específica no Distrito para um Centro de Coleta e Triagem de Resíduos Sólidos, proposta estendida aos demais Distritos da cidade na forma de diretriz municipal, também  gerada pelo ND distrital. Semelhantes propostas surgiram em outros Distritos da cidade também, mas nada disso tomou corpo no texto apresentado, embora os autores tenham dito que sim.
No que toca ao orçamento apresentado, as metas de investimentos são tão tímidas quanto às propostas citadas anteriormente. Ao longo de 20 anos o PMISB pretende investir cerca de R$ 2,9 bilhões (inicialmente na versão original apresentada nas APs regionais, R$ 1,7bi). Isso corresponde a uma média anual de redondos R$ 145 milhões, o que é muito pouco diante das tremendas e urgentes necessidades que a situação concreta exige para dar conta do problema na cidade.
A proposta defendida pelo MOSAL na AP do Rio Tavares pode ser sintetizada assim:
- Inserir a diretriz de efetivar a ampliação progressiva da rede coletora e tratamento de esgoto com base no modelo descentralizado e observando as micro-bacias hidrográficas (é o modelo que a natureza e a legislação já exigem);
- Inserir a diretriz de LIXO ZERO no que toca ao tratamento de resíduos sólidos, como forma de perseguir a meta de atingir um padrão ideal nessa área (é o modelo que já está sendo aplicado em várias regiões mundo afora no qual chega perto do índice de 100% de reciclagem);
- Reduzir o prazo de metas de vinte anos para dez anos, comprimindo os investimentos para a média de R$ 290 milhões anuais ao longo desse período, dada a urgência na expansão desses serviços na busca da sua universalização e qualidade ecológica. Esses volumes, por sua vez, deveriam ignorar o chamado “auto-financiamento”, pois é evidente que isso não suprirá essa conta, sendo que teria que se procurar recursos externos extra-municipais em grande quantidade.
Diante do exposto, fica evidente que o projeto do PMISB proposto pela PMF é modesto demais em suas metas, as quais não atendem as reais necessidades que a população e a natureza da cidade clamam. Mais parece ser feito sob encomenda para que a CASAN possa cumpri-lo sem muito esforço.
Porém, ainda há dois agravantes nesse processo. Para o ano que vêm a LDO - Lei de Diretrizes Orçamentárias, projeto que o Dario já enviou à Câmara Municipal, não contempla verba alguma para o PMISB, antevendo-se um provável buraco negro em investimentos na área. Com isso, corre-se o sério risco de perder um precioso ano, lacuna aberta para o não cumprimento das metas propostas.
O segundo agravante é de que o processo de aprovação desse plano pode se arrastar para muito além do início do ano que vem, o que é certo em função da necessidade de no mínimo mais uma AP Municipal para apresentar a versão final que, por sua vez, ainda terá que ser submetida ao Conselho Municipal de Saneamento Básico, para posterior encaminhamento à Câmara. Esta, na sua tradicional “dinâmica resolvedora”, empurrará o projeto para o segundo semestre de 2011. Fato dado, o projeto será aprovado, na melhor das hipóteses, ao final do ano que vem, o que consumirá mais um precioso ano no cronograma. É por essas e outras razões que nós propomos acelerar o processo por inteiro e reduzir o cronograma do plano para dez anos, ao invés de vinte como quer a PMF.

Emissários submarinos são desnecessários, por Gert Schinke*


No   artigo   publicado   nesta   coluna,   o   Presidente   da   CASAN,   Sr.   Walmor   de   Luca, 
ressalta     um   suposto     “desconhecimento        sobre    o  funcionamento       dos   emissários 
submarinos”.       Apressada      conclusão.    Sofisma     1:   afirma   ele   que   constituem     um 
“tratamento   adequado”.   Os   emissários   NÃO   SÃO   equipamentos   de   tratamento   de 
esgotos, mas emissores de efluentes já tratados, supostamente bem tratados, quesito 
no qual a companhia que dirige se mostra precária. Sofisma 2: afirma que as águas 
marítimas têm a “magnífica capacidade de autodepuração ao promoverem a diluição, 
dispersão e a decantação de cargas poluentes”. Parte ele da premissa, portanto, que 
os   esgotos   não   estão   devidamente   bem   tratados   ao   serem   lançados,   embora   mais 
adiante   afirma   que   as   futuras   ETEs   do   Campeche   e   de   Ingleses   darão   tratamento 
secundário e terciário aos mesmos. Infere-se, pois, que serão inertes, não acarretando 
poluição. Mas, se não causarão poluição, porque lançá-los no mar? Não seria mais 
lógico dispersar esta água doce tratada nas cabeceiras dos rios próximos as ETEs, 
realimentando   os   lençóis   freáticos   para   fechar   o   ciclo?   Assim   os   emissários   seriam 
dispensados. Nos brinda com o silogismo: “em Laguna um emissário funciona há mais 
de    10   anos    sem     causar    quaisquer     problemas      de   balneabilidade”.     Logo,    em 
Florianópolis,     também      não    causará     problemas.     A   questão     não   se   resume     a 
baleabilidade, mas sim ao impacto global na orla, já por demais afetada. A premissa 
nos induz a crer que o mar ainda suporta impactos, desde que suaves, na contramão 
do que o mundo apregoa – deixá-lo em paz. O modelo centralizado                        proposto pela 
CASAN, é o fator determinante para a concentração dos efluentes e só interessa às 
empreiteiras,      aos    atores     políticos   envolvidos      e   às   empresas       avessas      ao 
monitoramento   de   seus   resultados.   Mutatus   mutandis,  no  modelo  descentralizado, 
os efluentes são totalmente absorvidos lá onde a natureza pode realizar esse serviço 
ambiental.       E    de     graça.     Ecologicamente         sustentável      e    valendo-se       da 
complementaridade   de   sistemas   de   tratamento,   respeita   as   bacias   hidrográficas,   é 
menos energívoro, além de ser, em muitos casos, mais barato. Em paródia, tomara 
que Florianópolis jamais chegue onde o Rio de Janeiro e outras capitais já estão há 
muito tempo. Aqui poderíamos fazer melhor. 

*ecologista